segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Duas lendas sobre a origem do pequi


A LENDA DO PEQUI.


O PEQUI é uma espécia arbórea nativa do cerrado brasileiro. Possui uma grande importância econômica reconhecida tanto pelas populações tradicionais quanto pela pesquisa. Existe uma narrativa bastante interessante que conta como surgiu o primeiro pequizeiro.

Foi assim...

Conta a lenda que quando o último  quilombo foi encontrado, houve uma enorme matança de crianças, jovens e velhos. Aqueles que conseguiram fugir, foram implacavelmente perseguidos e sumariamente executados.
Naquela noite, somente uma jovem escrava grávida conseguiu furar o cerco, escapando da chacina, tomando rumo ignorado pelo cerrado.
Ela andou dias e noites sem comer, sem beber e sem dormir vindo a falecer sob a sombra de uma frondosa árvore de galhos fortes, fartos de folhas, porém estéril.
O corpo esquálido e jazido daquela mulher se decompôs, transformou-se em húmus e sal da terra, fazendo-se fertilidade àquela árvore.

Desde então, flores da cor do sol brotavam naquele tronco robusto, transformando em frutos redondos e verdes, de segurar com as duas mãos. Frutos estes quando partidos, revelava uma polpa amarelo ouro, em forma de embrião, com aroma indizível e inconfundível paladar.
Assim, os nativos do cerrado deram o nome a este fruto de pequi.
Hoje, conhecidos por pequizeiros todas as árvores mães que geram estes frutos em abundância, garantido sustâncias a quem tem fome e sede, descanso a quem tanto trabalha, restaura a virilidade dos homens e dá vida longa às mulheres que um dia deram à luz.
..........................Em Goiás esse fruto é feito com arroz: o povo lambe os beiços - dizem que é delicioso, mas há uma variedade enorme nas receitas com pequi.

Desconheço a origem das fotos postadas acima.

Fonte: recanto das letras
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Lenda II
Os povos antigos contam uma interessante história sobre a origem do cheiro do pequi... E eu acho essa fruta deliciosa!!!
Há muito tempo, quando um índio saía para caçar, suas duas esposas iam para a beira do rio e chamavam o jacaré. Este vinha das águas em forma de homem e deitava-se primeiro com a mais velha e depois com a mais nova. Era s

empre assim toda vez que esse índio saía para caçar.

Entretanto, numa de suas caçadas, esse índio viu uma cotia e, então, preparou seu arco e sua flecha para acertá-la. Já mirava para matar a cotia, quando esta lhe falou: “Calma, meu neto, não me mate, não! Você sabe o que suas esposas estão fazendo agora? Se você não me matar, eu te mostrarei”.

Assim saíram os dois, a cotia e o índio até próximo do rio. Ao chegarem, a cotia disse ao índio: Olhe lá, é o jacaré deitando-se com suas esposas. O índio ficou furioso, mas a cotia disse ao índio que não matasse o jacaré ainda. Após se deitar com a mais velha, o jacaré foi se deitar com a mais nova. Foi aí que a cotia deu ao índio uma de suas flechas invisíveis. A cotia disse para o índio apontar, mas esperar um pouco mais antes de matar o jacaré. Quando este já estava quase ejaculando, a cotia mandou que o índio atirasse sua flecha invisível. O jacaré caiu morto na hora, mas as índias não viram o que aconteceu por ser a flecha invisível. Após chorarem muito, elas resolveram enterrá-lo e voltaram para casa.

Quando o índio chegou em casa, deu uma surra em suas esposas. Então elas pegaram as coisas do seu marido e jogaram para fora da casa e ele foi morar na casa dos homens. Elas estavam com muita saudade do jacaré e não quiseram mais o marido que matara o jacaré. Cinco dias passaram e elas resolveram ver o lugar onde o enterraram. Chegaram e havia um lindo pé de pequi nascido no lugar onde elas haviam enterrado o jacaré.

O Sol desceu do céu e foi ver o índio na casa dos homens. E perguntou ao índio: “Por que você está aqui?” Aí, o índio contou a história ao Sol e disse que suas esposas não o queriam mais. O Sol disse que sabia uma oração que faria com que suas esposas o quisessem de volta. O Sol fez com galhos e argila uma figura da vagina e disse assim: “Segure esta vagina e você vai mostrar para suas esposas e vai dizer: Olhe para a sua vagina, olhe para a sua vagina. E elas vão achar graça e vão querer você de volta”.Assim, o Sol e o índio, cada um segurando uma vagina feita de galhos e argila, saíram para a casa onde estavam as esposas. O Sol também pintou todo o corpo do índio com desenhos de vaginas. Chegaram lá, eles ficaram cantando para elas: “Olhe sua vagina, olhe sua vagina”. As esposas acharam graça e começaram a brincar de jogar terra no Sol e no marido. Elas acharam tanta graça que esqueceram o jacaré (e, até hoje, quando uma esposa não gosta mais de seu marido, este realiza esse ritual chamado “a oração do Sol”,para que a esposa volte a aceitá-lo).

Mas e o cheiro do pequi? Bem, a origem do pequi vem do jacaré. Assim, toda vez que o pé do pequi está novinho ainda, o dono do pé tem que ir lá e desenhar com um facão um jacaré no tronco da árvore, para que ela cresça forte. Mas e o cheiro do pequi?! Quando nasceram os primeiros pequis, as esposas que haviam enterrado o jacaré foram lá para ver aquela fruta diferente. A esposa mais velha pegou um pequi, mas ele não tinha cheiro. Ela achou a fruta sem graça e jogou fora. Mas a esposa mais nova ouviu o beija-flor dizer: “Pegue o pequi e passe na sua vagina”. Ela fez. E foi assim que todo pequi ficou com esse cheiro bem peculiar desde então.

Prof. Wanderley Danta





Ah nem! Tô nem aí pro cheiro, eu quero mais é me lambuzar num prato cheio de pequi!!!

Um comentário:

  1. que importa o cheiro do pequi... ele é muito gostoso, adoroooooo.

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