segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O Irmão do Filho Pródigo

Havia um fazendeiro muito rico, que tinha dois filhos. Sempre tiveram tudo o que queriam e levavam uma vida sossegada. Certo dia o mais moço deles, foi até o pai e disse que queria a sua parte da herança, porque pretendia viajar pelo mundo a fora para conhecer outros lugares e viver a vida de maneira mais livre.
O pai daquele moço tentou destituí-lo da ideia de abandonar a família, mas seus argumentos foram em vão.
O rapaz estava mesmo decidido a sair de casa, então o pai não teve outra alternativa, senão lhe entregar a sua parte da herança. Então, em meio às lágrimas da família, o rapaz pegou uma mochila colocou nela o dinheiro e partiu.
Partiu para bem distante. E lá, longe da família, dos amigos, começou a viver dissolutamente, gastando seu dinheiro com mulheres, bebidas e tudo o que o dinheiro pode comprar. Mas, como tudo o que bom dura pouco, diz o ditado popular, o dinheiro daquele moço acabou e quando ele se deu conta, estava sem nenhum tostão, nem pra se alimentar.
Ele saiu, então, a procura de um trabalho, um lugar onde, ao menos, pudesse trabalhar em troca de comida e um canto pra dormir. O único lugar que encontrou, foi na fazenda de um criador de porcos. Ali ele cuidava dos porcos em troca de alimento pra si.
Mas, uma crise generalizada chegou àquele país e a escassez de alimentos também. Então, o fazendeiro o despediu, porque não tinha mais como continuar com ele no emprego. O rapaz disse que continuaria cuidando dos porcos se pudesse comer da comida deles. O fazendeiro concordou.
Certo dia, aquele rapaz parou pra pensar em sua vida, e se lembrou da fartura que sempre houve em sua casa, do carinho que sempre recebeu de seus pais, dos amigos que tinha, da vida abastada que sempre teve.
E ali, sentado próximo ao chiqueiro dos porcos, tomou a decisão mais importante de sua vida. Voltaria pra casa e pediria perdão ao pai, ainda que ele não o quisesse receber mais como filho, ao menos que o recebesse como um dos empregados da fazenda.
Levantou-se resoluto e partiu de volta pra casa.
Tempos depois, caminhando dias e dias, finalmente chegou à casa de seu pai. O já velho pai, ao vê-lo, chorou copiosamente e abraçou o filho maltrapilho e sujo. O rapaz, então, disse-lhe tudo aquilo que havia ensaiado durante dias e dias, ajoelhado aos pés do velho pai. O pai, como era de se esperar, perdoou ao filho e mandou que se preparasse um banquete pra comemorar a volta do filho tão amado que voltara ao seio da família.
A estas alturas, o filho mais velho daquele bom pai, voltava do campo, onde estivera durante todo o dia cuidando dos bois e vacas. Ao se aproximar da fazenda percebeu barulho de música e risos e gargalhadas que vinham da sede da fazenda. Estranhou aquilo, porque desde que seu irmão mais novo partira, nunca mais se ouvira música na fazenda.
Então, perguntou para um dos empregados o que significava aquilo, ele respondeu que seu irmão tinha voltado e que o pai o perdoara. A festa era pra comemorar a chegada do irmão.
Isso foi demais para o rapaz. Desceu do cavalo e foi furioso falar com o pai, e disse-lhe:
- Pai, como é que o senhor faz uma coisa destas? Seu filho te pede a parte da herança, acaba com tudo, volta e o senhor o recebe, como se nada tivesse acontecido?
Eu, que sempre fui fiel ao senhor, sempre trabalhei duro na fazenda, nunca te pedi um novilho pra festejar com meus amigos. Isto não é justo!
O pai, com voz emocionada, abraça o filho pelos ombros, e diz:
- Meu filho, você sempre teve tudo o que queria aqui na fazenda, todos os meus bens são seus, você poderia ter matado quantos novilhos quisesse. Poderia ter dado quantas festas quisesse. Mas hoje, era justo nos alegrarmos pela volta de seu irmão, que eu já julgava estar morto. Alegre-se comigo.

Moral: Muitas vezes, nos incomoda ver os outros serem abençoados, nos incomoda o sucesso dos outros, mas isso acontece porque estamos apáticos diante da vida e não nos esforçamos o bastante para receber as bênçãos de Deus. Deus é o Pai que está sempre pronto a nos perdoar e sempre disposto a nos abençoar. Basta pedir, basta bater.
Mateus 7:7 - "Pedi, pedi e ser-vos-á dado; batei, batei e ser-vos-á aberto, buscai e encontrareis."

Baseado na Parábola do Filho Pródigo: Lucas 15.

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